About Me

A minha foto
Um verdadeiro avião de papel.

30.11.10

Voar Sem Asas

Voar sem asas
É ser iludido.
É ser enganado.
Voar sem asas
É acreditar no impossivel,
É acreditar em ti,
É acreditar no amor.
Voar sem asas
É chorar gelo,
É magoar sem cair,
É gritar no vazio.
Voar sem asas
É o nexo perdido,
É o sentido a perder-se,
É o sorrir sem ser preciso
É cantar mudo,
É escrever sem tinta,
É tempo desperdiçado.
Voar sem asas
É acreditar no sonho,
É acreditar na felicidade,
É ser enganado.
Voar com asas
Seria ter-te ao meu lado,
Seria provar o veneno.
Seria morrer.

29.11.10

Pesadelo Perfeito

Às vezes sinto vontade de viver
Outras vezes simplesmente quero morrer
Há algo na vida que não me deixa falecer
Algo que me faz crer.
Não sei realmente o que é
Mas sei que quando olho para ti vejo esperança
Como quando eu era criança
Que acreditava em tudo o que me diziam
Hoje, essa criança foi levada pelo vento
Difícil será esse advento.
Já me disseram muita coisa sobre um olhar
No entanto não me parece que queira acreditar.
Quando me abraças de forma tão terna
Vejo qualquer coisa eterna
Por consequência
Deixas-me muitas vezes desesperado e vazio.
Mas, também sei que por ti faria tudo
Sem pensar duas vezes
E talvez por isso tenha medo dos meus actos
Porque o que me parece é podem acabar e pactos.
Não sei porque não te consigo largar!
E todos me dizem o mesmo que não te devia seguir
E eu consigo fingir
Mas não se consegue esconder o amor
Sendo ele verdadeiro.
Eu estou mesmo apaixonado por essa pessoa
E não tenho medo de nada.
Porque se se trata de ti algum problema
Não tenho problema nenhum em me meter à frente e me magoar.
Também sei que não me mereces
No entanto não vale mesmo a pena.
E ando nesta bola de neve
Que não parece parar.
Amar e medo.
É o meu pesadelo perfeito.

13.11.10

Textos Perdidos (Parte 2)

Este poema chama-se "Quanto tempo falta?" talvez pelo simple facto de não conseguir encontrar alguém que faça feliz ou então pelo facto de não saber fazer alguém feliz... (6.jan.2010)

Queria eu ter agora, 
Os teus olhos para olhar,
O teu ar para respirar, 
Os teus lábios para saciar,
A tua mão para me aqueceres,
O teu jeito para me enfeitiçares, 
A tua voz para adormecer. 
Mas nada tenho no intuito de sofrer, 
A dor é tanta, não vai cicatrizar,
O amor causa cegueira por isso deixei de ver, 
Roubaste-me o coração e já não me consigo apaixonar. 
Mantenho-me no desespero pela forma como me abandonaste, 
Desapareceste da minha vida e nem rasto deixaste. 
Estou agora perdido no meio da escuridão 
Fiquei sem voz, já nem canto a nossa canção, 
Dei tanto de mim 
Para receber o teu fim. 
Porém o sol continua a brilhar, 
E eu continuo a tentar acreditar,
Que um dia para mim vais olhar 
E que tudo ao normal vai voltar.
Toco em todo o lado mas já nem sei o que sentir-te, 
Quero-te de volta, seria muito pedir-te? 
São estas a noites frias que passo sem ti.
Estou perdido, queria-te agora, queria-te aqui...

11.11.10

Textos Perdidos (Parte 1)

Este texto escrevi-o quando passei por uma fase em que tinha perdido (temporariamente) a minha melhor amiga. Foram dois longos meses... Este pequeno poema chama-se "Marés Mortas" (27.jan.2010)

Empurraste-me para o mar,
E eu caí.
Comecei-me a afogar,
E eu sem ti,
Deixei de respirar,
E eu morri
Porque já era tarde demais quando te senti...
Estas são
As marés mortas,
De uma vida perdida,
Não sentida...
E agora?
Não te percas mais,
Deixei-me na maré,
O mar puxar-me-à para mais longe,
Para um sitio
Onde tu não me tocas,
Um sitio,
Onde não me voltes a ver,
Um sitio,
Melhor do que tu.

Dia 1

Sinto-me sem nada, sinto-me oco, sinto-me vazio, sinto-me sozinho, sinto-me como se já estivesse completamente morto. Há algo mais forte do que isto?

4.11.10

Estradas Sem Tinta

As nuvens... é como se me tivessem tirado a vida. Cobriram a luz e não me deixam seguir caminho. É como se tivesse ficado cego, porém esta cegueira é diferente. Chama-se cegueira psicológica. No entanto, continuo fechado no mundo, imundo. Face sem expressão... Alguém foi derrotado. Alguém cortou as asas de um sonhador. Caiu tão brutalmente no chão e a partir de hoje, terá que encarar o mundo, a dura e fria realidade. Ver o mundo a preto e branco, sem sentidos e vazio. Segue-se a chuva intensa. Não pára. Cai sobre meu gesto gélido de carência. De olhos saturados a minha alma olha para o oco do chão. Só resta areia infinita a tentar engolir-me e a afogar-me em mágoa pesada. E, ainda a caminhar, cada suspiro que dou torna-se doloroso. Cada lágrima que derrama na minha delicada face corrói todos os sonhos presentes no meu olhar. Estes sonhos perdem-se como as estrelas desta noite. Não se vêem. Não há luminosidade suficiente para derrotar tanta escuridão que as nuvens provocam. As mãos estão tão ásperas de trabalho feito para nada... O coração começa a parar de bater. Começa a ficar intacto. Estático. Sem reacção.
O mal aproxima-se, começa a acompanhar-me para onde vou. A dor torna-se insuportável! Tento continuar caminhar nas ruas, nestas tristes ruas...mas ganhei medo, ganhei medo ao silêncio que vagueia nestas deprimentes ruas. Este silêncio matador corta a respiração a respiração a almas barulhentas. O mundo perdeu o seu nexo. O medo de morrer já não é tanto. Para quê viver num mundo de dementes? Ver isto é levantar mais a vontade de falecer.
Entretanto começaram a chover facas que cortaram o meu coração aos pedaços, as últimas lágrimas que escorreram sobre meu gesto foram de sangue; foram lágrimas ácidas. Destruidor de vida. De respiração ofegante e tensa se encontra a minha alma que não tarda jaz no frio do chão e na podridão que circula no ar. Afinal nunca deixei de ser sonhador, concretizei o maior sonho de todos. Pobre alma que não agarrou na tinta para pintar a sua vida e morrer de pincel na mão.