23.2.11
"Ab aeterno"
Eterno é tudo aquilo que dura sem interropção. O amor não dura para sempre. A amizade igualmente. O ser humano muito menos. O que dura para sempre?
22.2.11
P.S: Amo-te
"Eu olho sempre para trás. Sempre que caminho sozinho numa rua deserta eu olho para trás, a qualquer breve voo de folhas já caídas no chão eu olho para trás. Às vezes é por ter medo, tu sabes bem como sou, mas outras vezes é para ver se te vejo, para ver se vens a correr atrás de mim, para ver se finalmente vieste ter comigo hoje. E olho para trás e quando apenas vejo as folhas moverem-se lentamente no chão vazio, eu olho de novo para a frente e abraço-me a mim mesmo; começo então a falar sozinho. na maior parte das vezes nem é bem falar, é mais sussurrar letras de músicas ao vento. Mas há dias em que falo mesmo sozinho, bem alto. Nos dias em que a saudade aperta e a dor cresce, eu falo comigo mesmo, às vezes encenando uma pequena peça de teatro entre nós. Faço o meu papel e o teu papel. Nunca me decidi bem se gosto de teatro ou não. Nunca consegui perceber se gosto ou não de palcos e de luzes e de mil pessoas a assistirem. E é talvez por nunca me ter decidido, que crio os meus próprios teatros, sem pessoas a assistirem, sem luzes fortes a embaterem nas nossas caras, sem palcos pretos, com marcações a branco. É talvez por gostar bem mais do som do teu coração do que o de todas as músicas do mundo que eu gosto mais de fazer nos meus próprios teatros, que nem são bem teatros; porque se reparares bem ninguém está a representar, nem a seguir um guião. Nem tu, nem eu fazemos isso. Dizemos aquilo que o coração manda.
Bebemos 'Ice Tea' de pêssego e comemos chocolate pela tarde, não pela indicação cénica, mas pelo amor. tudo pelo amor. E depois, é a nossa vida, a nossa história mais do que bonita. É a bela forma com que tudo começou, a maneira perfeita com que as palavras foram surgindo com a maior das naturalidades. É falar contigo como se falasse comigo e rir-me logo pela manhã. Não são precisas mil pessoas a assistirem para tudo correr bem, não é preciso ser um sucesso de bilheteira para sermos felizes. Não precisamos de tanta gente a assistir. Para mim bastas-me tu, sempre tu e só tu. Tu sabes como é, como essas mil pessoas nunca iriam compreender e tu sabes que eu, por vezes, me enervo com isso. Porque há pessoas que não compreendem, não percebem e ainda criticam. Criticam a peça de teatro sem nunca a terem visto, sem nunca terem lido o guião. Eu não entendo, nem percebo isso. E depois és tu que tens sempre paciência para as perguntas que eu não me canso de fazer. É bem melhor um parque solerengo do que um palco, não achas? São os sorrisos que me fazes, as gargalhadas que se soltam sem eu dar conta. É seres lindo.
E agora, olho para trás, com um sorriso grande, sempre com os meus braços a minhas volta e imagino-me ali. Um dia não falarei mais na 'rua sozinho'. Mas uma coisa que eu gosto sempre, a todas as horas, a cada minuto que passa, a cada segundo, sem nunca me cansar: é de nós, de ti. De tudo o que somos; da nossa bela história de amor. E isso, eu digo-te, é algo que nunca passará. É como as flores florirem na Primavera, isso nunca deixará de acontecer. Dá-me a mão! Diz-me que nunca precisarei de me apoiar em mais nada, a não ser a ti. Diz-me que nunca me vou ver sozinho. Que me vais amar. Que não me vais deixar. Deixa toda a nossa história amorosa correr durante anos a fio, crescer e permanecer depois de nós. Dizme que nunca te vais esquecer de mim. Que nunca me vais deixar de amar. Que terás sempre um sorriso e um abraço com um beijo. Que nunca precisaremos de seguir as indicações cénicas e o guião de um teatro já antigo, pois saberemos sempre o que dizer um ao outro. Que os silêncios serão sempre cheios de palaveas e de gestos. De toques suaves com as mãos. Tu sabes que eu não suportaria acordar sem te ter. Já não sei viver sem ti."
17.2.11
Advento
Volta...
Não voltes de branco
Nem de preto.
Não voltes carente,
Nem sorridente.
Não voltes de braços abertos,
Nem de mãos cheias.
Não voltes a cantar,
Nem a chorar.
Volta pela maneira que és.
Tira a plasticidade que instalaram em ti,
Tira a falsidade que não é tua,
Tira essas roupas que te fazem superior,
Volta simples, não precisas de vir nua...
Volta com a tua cara,
Pois, quando regressares
Quero-te ver como te conheci...
A simplicidade mais 'simples' que já vi.
Não voltes de branco
Nem de preto.
Não voltes carente,
Nem sorridente.
Não voltes de braços abertos,
Nem de mãos cheias.
Não voltes a cantar,
Nem a chorar.
Volta pela maneira que és.
Tira a plasticidade que instalaram em ti,
Tira a falsidade que não é tua,
Tira essas roupas que te fazem superior,
Volta simples, não precisas de vir nua...
Volta com a tua cara,
Pois, quando regressares
Quero-te ver como te conheci...
A simplicidade mais 'simples' que já vi.
16.2.11
Coração Vivo
O meu coração bate-bate
Por ti vive, bate-bate
Por ti bombeia, bate-bate
Nele vives e bate-bate
Em noite de lua cheia, bate-bate
Ansioso por contigo estar, bate-bate
Delirio total por te amar, bate-bate,
E cada palavra vinda de ti, bate-bate
É um grande sinal que nunca vi e bate-bate.
(bate-bate-bate-bate-bate-bate-bate-bate-bate-bate)
E neste ciclo eu vivo, bate-bate
Quando morto por ti revivo e bate-bate
E quando o teu parar de bombear, bate... bate...
A minha boca para de arfar, bate...
E assim acaba a mais bela história de amor.
Por ti vive, bate-bate
Por ti bombeia, bate-bate
Nele vives e bate-bate
Em noite de lua cheia, bate-bate
Ansioso por contigo estar, bate-bate
Delirio total por te amar, bate-bate,
E cada palavra vinda de ti, bate-bate
É um grande sinal que nunca vi e bate-bate.
(bate-bate-bate-bate-bate-bate-bate-bate-bate-bate)
E neste ciclo eu vivo, bate-bate
Quando morto por ti revivo e bate-bate
E quando o teu parar de bombear, bate... bate...
A minha boca para de arfar, bate...
E assim acaba a mais bela história de amor.
11.2.11
New Song: "Alone In The Train" (part I)
Alone in the train,
I see outside the rain,
With my heart full of pain...
Alone in the train i stand,
Without your hand in my hand,
Like a missing piece of the puzzle...
Alone in the train I cry,
'cause i don't see the sky.
(refrão)
Love made me blind.
And even in a billion of people in the world,
A place like your heart i will never find.
Time will passe by me,
I will grow old,
And still i won't see
Why love made me so cold.
That's why i'm alone in the train... (x3)
Still waiting for the doors to open
So that i can feel some freedom.
But they won't open
Until you reach the door.
And i'll keep waiting until the day you return,
'cause when the night falls
I won't fall asleep,
I need to find a place where i can keep my heart
(and in your heart is my place)
(refrão)
Love made me blind.
And even in a billion of people in the world,
A place like your heart i will never find.
Time will passe by me,
I will grow old,
And still i won't see
Why love made me so cold.
That's why i'm alone in the train... (x3)
Alone on the train i see,
That you can't live without me.
Alone in the train i try,
Not to put a tear in your eyes.
Alone the train i'll be
If you'll never reach me...
Alone in the train i fever,
And in this train i'll be forever.
(refrão)
Love made me blind.
And even in a billion of people in the world,
A place like your heart i will never find.
Time will passe by me,
I will grow old,
And still i won't see
Why love made me so cold.
That's why i'm alone in the train... (x6)
I see outside the rain,
With my heart full of pain...
Alone in the train i stand,
Without your hand in my hand,
Like a missing piece of the puzzle...
Alone in the train I cry,
'cause i don't see the sky.
(refrão)
Love made me blind.
And even in a billion of people in the world,
A place like your heart i will never find.
Time will passe by me,
I will grow old,
And still i won't see
Why love made me so cold.
That's why i'm alone in the train... (x3)
Still waiting for the doors to open
So that i can feel some freedom.
But they won't open
Until you reach the door.
And i'll keep waiting until the day you return,
'cause when the night falls
I won't fall asleep,
I need to find a place where i can keep my heart
(and in your heart is my place)
(refrão)
Love made me blind.
And even in a billion of people in the world,
A place like your heart i will never find.
Time will passe by me,
I will grow old,
And still i won't see
Why love made me so cold.
That's why i'm alone in the train... (x3)
Alone on the train i see,
That you can't live without me.
Alone in the train i try,
Not to put a tear in your eyes.
Alone the train i'll be
If you'll never reach me...
Alone in the train i fever,
And in this train i'll be forever.
(refrão)
Love made me blind.
And even in a billion of people in the world,
A place like your heart i will never find.
Time will passe by me,
I will grow old,
And still i won't see
Why love made me so cold.
That's why i'm alone in the train... (x6)
7.2.11
O Derradeiro Momento
Hoje, pela última vez te recordei,
Tudo o que já passamos em pequenos "flashbacks".
Hoje, pela última vez, por ti chorei,
Derramei as minhas ultimas lágrimas.
Hoje, pela última vez, por ti me cruzei,
E pela primeira vez o teu perfume eu não cheirei.
Hoje, pela última vez, me levantei,
Para continuar a vida que para trás abandonei.
Hoje, pela última vez, de ti me descolei,
Para realizar um desejo que nunca concretizei.
Hoje, pela última vez, deixei o teu mundo para trás...
Hoje tudo deixei pela pessoa que mais amei,
Hoje, pela última vez, até essa pessoa deixei...
Tudo o que já passamos em pequenos "flashbacks".
Hoje, pela última vez, por ti chorei,
Derramei as minhas ultimas lágrimas.
Hoje, pela última vez, por ti me cruzei,
E pela primeira vez o teu perfume eu não cheirei.
Hoje, pela última vez, me levantei,
Para continuar a vida que para trás abandonei.
Hoje, pela última vez, de ti me descolei,
Para realizar um desejo que nunca concretizei.
Hoje, pela última vez, deixei o teu mundo para trás...
Hoje tudo deixei pela pessoa que mais amei,
Hoje, pela última vez, até essa pessoa deixei...
4.2.11
Triste Anoitecer, Triste Desaparecer
Às vezes sinto a tua falta, outras nem por isso; quando estou longe de ti, sinto a tua falta, quando estou perto só me apetece estar distante, quando olho para ti sinto ódio, porém quando olho para as nossas fotografias sinto nostalgia de tudo. Ando neste circulo há já algum tempo e não sei o que fazer para me definir. Talvez tenho que te esquecer... ou então ir atrás de ti. Talvez tenha que sorrir para ti para entenderes que não estou assim tão chateado quanto parece, ou talvez tenha que te ignorar e dar desprezo só pelo que me fizeste passar. Talvez tenha que te encontrar sozinha para falar contigo ou então partilhar com o mundo a dor que sinto. A nossa história está reticente, a nossa tela eu já não a pinto. Não tenho dinheiro para comprar o teu amor, não tenho dinheiro para dar o que quero a quem merece, não tenho dinheiro para nada. Visto que vivo num mundo repleto de futilidades e demência; o teu mundo não é o meu mundo - ou seja, fazes parte dum mundo em que tudo se retribui não com amor, mas sim sendo prendado - E depois de tudo o que passamos dou comigo a pensar 'Como é possível um sentimento que durou 4 anos, acompanhando sempre uma pessoa que cresceu comigo, possa ter desaparecido do dia para a noite? Como é possível tudo ser um pretexto para discutires comigo?". Claro, não vou fazer o papel de vítima, mas acho que, quando alguém erra, deve aprender com o erro e tentar corrigi-lo. Eu faço isso, tu das-te ao luxo de usar o erro para me repelires. No entanto se isso te faz feliz, então continua com essa sorte.
Tenho actos que se calhar não são compativeis com o que penso visto que quando rasgo tudo o que passamos, no coração sinto uma dor de fundo que aumenta e aperta. Que fazer nesta situação? Deixa-la pendente? Ir atrás da pessoa? São várias as interrogações retoricas que surgem à medida que o tempo vai passando e à medida em que as nossas almas cada vez mais se vão afastando. Talvez o erro seja meu por não contar tudo; talvez o erro seja meu por te ter contado demasiado. Talvez tenhas sido um suporte temporário para me agarrar à vida; talvez tenhas sido uma lição de vida. e realmente contigo aprendi uma coisa: que nada dura para sempre. Não sei se voltarei a escrever sobre ti, mas, por longos tempos talvez não volte a tocar no assunto porque cada vez que toco, fico vidrado, não significando a tua falta, mas sim o arrependimento de ter perdido alguém como tu. Até um dia.
Tenho actos que se calhar não são compativeis com o que penso visto que quando rasgo tudo o que passamos, no coração sinto uma dor de fundo que aumenta e aperta. Que fazer nesta situação? Deixa-la pendente? Ir atrás da pessoa? São várias as interrogações retoricas que surgem à medida que o tempo vai passando e à medida em que as nossas almas cada vez mais se vão afastando. Talvez o erro seja meu por não contar tudo; talvez o erro seja meu por te ter contado demasiado. Talvez tenhas sido um suporte temporário para me agarrar à vida; talvez tenhas sido uma lição de vida. e realmente contigo aprendi uma coisa: que nada dura para sempre. Não sei se voltarei a escrever sobre ti, mas, por longos tempos talvez não volte a tocar no assunto porque cada vez que toco, fico vidrado, não significando a tua falta, mas sim o arrependimento de ter perdido alguém como tu. Até um dia.
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