About Me

A minha foto
Um verdadeiro avião de papel.

4.2.11

Triste Anoitecer, Triste Desaparecer

Às vezes sinto a tua falta, outras nem por isso; quando estou longe de ti, sinto a tua falta, quando estou perto só me apetece estar distante, quando olho para ti sinto ódio, porém quando olho para as nossas fotografias sinto nostalgia de tudo. Ando neste circulo há já algum tempo e não sei o que fazer para me definir. Talvez tenho que te esquecer... ou então ir atrás de ti. Talvez tenha que sorrir para ti para entenderes que não estou assim tão chateado quanto parece, ou talvez tenha que te ignorar e dar desprezo só pelo que me fizeste passar. Talvez tenha que te encontrar sozinha para falar contigo ou então partilhar com o mundo a dor que sinto. A nossa história está reticente, a nossa tela eu já não a pinto. Não tenho dinheiro para comprar o teu amor, não tenho dinheiro para dar o que quero a quem merece, não tenho dinheiro para nada. Visto que vivo num mundo repleto de futilidades e demência; o teu mundo não é o meu mundo - ou seja, fazes parte dum mundo em que tudo se retribui não com amor, mas sim sendo prendado - E depois de tudo o que passamos dou comigo a pensar 'Como é possível um sentimento que durou 4 anos, acompanhando sempre uma pessoa que cresceu comigo, possa ter desaparecido do dia para a noite? Como é possível tudo ser um pretexto para discutires comigo?". Claro, não vou fazer o papel de vítima, mas acho que, quando alguém erra, deve aprender com o erro e tentar corrigi-lo. Eu faço isso, tu das-te ao luxo de usar o erro para me repelires. No entanto se isso te faz feliz, então continua com essa sorte.
Tenho actos que se calhar não são compativeis com o que penso visto que quando rasgo tudo o que passamos, no coração sinto uma dor de fundo que aumenta e aperta. Que fazer nesta situação? Deixa-la pendente? Ir atrás da pessoa? São várias as interrogações retoricas que surgem à medida que o tempo vai passando e à medida em que as nossas almas cada vez mais se vão afastando. Talvez o erro seja meu por não contar tudo; talvez o erro seja meu por te ter contado demasiado. Talvez tenhas sido um suporte temporário para me agarrar à vida; talvez tenhas sido uma lição de vida. e realmente contigo aprendi uma coisa: que nada dura para sempre. Não sei se voltarei a escrever sobre ti, mas, por longos tempos talvez não volte a tocar no assunto porque cada vez que toco, fico vidrado, não significando a tua falta, mas sim o arrependimento de ter perdido alguém como tu. Até um dia.

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