22.2.11
P.S: Amo-te
"Eu olho sempre para trás. Sempre que caminho sozinho numa rua deserta eu olho para trás, a qualquer breve voo de folhas já caídas no chão eu olho para trás. Às vezes é por ter medo, tu sabes bem como sou, mas outras vezes é para ver se te vejo, para ver se vens a correr atrás de mim, para ver se finalmente vieste ter comigo hoje. E olho para trás e quando apenas vejo as folhas moverem-se lentamente no chão vazio, eu olho de novo para a frente e abraço-me a mim mesmo; começo então a falar sozinho. na maior parte das vezes nem é bem falar, é mais sussurrar letras de músicas ao vento. Mas há dias em que falo mesmo sozinho, bem alto. Nos dias em que a saudade aperta e a dor cresce, eu falo comigo mesmo, às vezes encenando uma pequena peça de teatro entre nós. Faço o meu papel e o teu papel. Nunca me decidi bem se gosto de teatro ou não. Nunca consegui perceber se gosto ou não de palcos e de luzes e de mil pessoas a assistirem. E é talvez por nunca me ter decidido, que crio os meus próprios teatros, sem pessoas a assistirem, sem luzes fortes a embaterem nas nossas caras, sem palcos pretos, com marcações a branco. É talvez por gostar bem mais do som do teu coração do que o de todas as músicas do mundo que eu gosto mais de fazer nos meus próprios teatros, que nem são bem teatros; porque se reparares bem ninguém está a representar, nem a seguir um guião. Nem tu, nem eu fazemos isso. Dizemos aquilo que o coração manda.
Bebemos 'Ice Tea' de pêssego e comemos chocolate pela tarde, não pela indicação cénica, mas pelo amor. tudo pelo amor. E depois, é a nossa vida, a nossa história mais do que bonita. É a bela forma com que tudo começou, a maneira perfeita com que as palavras foram surgindo com a maior das naturalidades. É falar contigo como se falasse comigo e rir-me logo pela manhã. Não são precisas mil pessoas a assistirem para tudo correr bem, não é preciso ser um sucesso de bilheteira para sermos felizes. Não precisamos de tanta gente a assistir. Para mim bastas-me tu, sempre tu e só tu. Tu sabes como é, como essas mil pessoas nunca iriam compreender e tu sabes que eu, por vezes, me enervo com isso. Porque há pessoas que não compreendem, não percebem e ainda criticam. Criticam a peça de teatro sem nunca a terem visto, sem nunca terem lido o guião. Eu não entendo, nem percebo isso. E depois és tu que tens sempre paciência para as perguntas que eu não me canso de fazer. É bem melhor um parque solerengo do que um palco, não achas? São os sorrisos que me fazes, as gargalhadas que se soltam sem eu dar conta. É seres lindo.
E agora, olho para trás, com um sorriso grande, sempre com os meus braços a minhas volta e imagino-me ali. Um dia não falarei mais na 'rua sozinho'. Mas uma coisa que eu gosto sempre, a todas as horas, a cada minuto que passa, a cada segundo, sem nunca me cansar: é de nós, de ti. De tudo o que somos; da nossa bela história de amor. E isso, eu digo-te, é algo que nunca passará. É como as flores florirem na Primavera, isso nunca deixará de acontecer. Dá-me a mão! Diz-me que nunca precisarei de me apoiar em mais nada, a não ser a ti. Diz-me que nunca me vou ver sozinho. Que me vais amar. Que não me vais deixar. Deixa toda a nossa história amorosa correr durante anos a fio, crescer e permanecer depois de nós. Dizme que nunca te vais esquecer de mim. Que nunca me vais deixar de amar. Que terás sempre um sorriso e um abraço com um beijo. Que nunca precisaremos de seguir as indicações cénicas e o guião de um teatro já antigo, pois saberemos sempre o que dizer um ao outro. Que os silêncios serão sempre cheios de palaveas e de gestos. De toques suaves com as mãos. Tu sabes que eu não suportaria acordar sem te ter. Já não sei viver sem ti."
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Duas palavras: verdadeiramente magnifico.
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